Ignácio de Loyola Brandão: “criar é aprender a cada momento”

Falei com o senhor Ignácio, que fica aqui do lado, e ele disse que tudo bem. O senhor Ignácio sou. Falo muito comigo mesmo. Darei a entrevista, claro.

Quanto ao Diário da Região, conheço desde a década de , quando era jornalista em Araraquara e ia para sua cidade. Conheci Amaury Junior, quase adolescente, conheci a ex-Miss Brigitte Bardot , Ana Maria Braga, falei no Colégio Anglo umas dez vezes. Teve dia que usávamos a quadra, tantos eram os alunos, era lindo. Fui a vários festivais de teatro.

Aproveite porque estou relativamente calmo em meio as dezenas de lives e crônica.

Emocionada com tanta ternura em uma resposta de e-mail fiz um novo contato, agradeci e o resultado dessa entrevista exclusiva com o escritor para a revista Vida&Arte, você confere a seguir:

V&A – Escritor, livros publicados, jornalista desde e hoje cronista. Pertence a duas Academias, a Brasileira e a Paulista. Diante de um currículo desses, queria saber, o que move o senhor?

Ignácio de Loyola Brandão – Ansiedade diante do mundo. Perplexidade diante da vida. Indignação diante da realidade. Vontade louca de que tudo fosse diferente, sem saber como. Vontade de viver uma vida melhor. Ser uma pessoa boa sem saber como. O que me move é adorar criar uma fantasia, contar uma história, surpreender as pessoas. E provocá-las. Gosto do delírio, da imaginação, da loucura. Gosto de inventar e levar as pessoas a acreditar como em Não Verás País Nenhum, hoje mais atual do que nunca. Revela o absurdo do mundo, da realidade, das pessoas. O escritor tem o poder de criar universos, realidades diferenciadas, mundos, vidas, desvendar o oculto, mostrar o que está atrás.

Ignácio – Escrevo. Não estou aqui para definir nada. Quem se ocupa disso são os teóricos, os ensaístas, os críticos, os professores, quando têm capacidade. Escrevo, movido por tudo que disse acima. Antonio Cândido me definiu um dia: Dono de um realismo feroz . Vai ver é isso. Se o mundo e a vida são ferozes, cheio de viciados em vps windows , então sou feroz também. Mas tantas vezes sou doce e terno. Vejam livros como O Menino Que Vendia Palavras e Os Olhos Cegos dos Cavalos Loucos.